sábado, 8 de abril de 2017

Sem guerra não há paz

                                                           Sem guerra não há paz

Era uma vez, há muito, muito tempo, num reino longínquo, onde vivia um povo de admiráveis conquistadores.
O Rei e o seu filho Príncipe, viviam num castelo imponente, defendido por bravos soldados.
Afonso era o nome do Rei e Rafael o sucessor ao trono. O Príncipe, já estava crescido, educado para herdar o reino e perpetuar o legado dos seus pais e avós,mas não sabia como se vivia nas suas próprias terras, onde a pobreza e a miséria imperavam. Certo dia passeava o Príncipe pelas ruas, próximo do povo quando avistou uma bela jovem. Ordenou à sua comitiva que a ela se dirigisse e prontamente a interpelou. – Qual o seu nome menina? Ao que a jovem respondeu. – Leonor é o meu nome. Encantado com a beleza da jovem, o Príncipe regressa ao seu castelo, onde o seu pai e os seus generais se reuniam.
Um dos generais do Rei comunicava que um dos reinos vizinhos planeava um ataque e pretendiam assassinar o Rei. De imediato foram tomadas medidas de defesa do castelo.
Com o cair da noite o inimigo iniciava as hostilidades, uma emissária do inimigo apresentava-se no castelo dizendo que foi enviada pelo Rei vizinho para iniciar um acordo de paz. As tropas do rei entregaram a emissária ao general e este após um breve interrogatório levou-a à presença do Rei. Frente a frente com o Rei, a emissária num golpe de espadachim muito rápido, ataca mortalmente o inimigo e tenta fugir. Na sua fuga a emissária passa ao lado do Príncipe, que surpreendido com a sua ação cai, mas na sua queda faz com que o chapéu que a emissária usava para que não a identificassem, caísse pelo chão dos corredores do castelo. E num olhar de segundos o Príncipe vê a face da jovem Leonor que tinha conhecido horas antes. Leonor consegue escapar e o Príncipe segue para junto de seu pai que estava prestes a morrer.
O Rei morrera e o Príncipe subia ao trono. Apesar da desgraça de ter perdido o seu pai, iniciou de imediato uma viagem pelo seu reino, falando com as pessoas e prometia que agora a vida do povo ia melhorar. Mas os reinos vizinhos insistiam nas hostilidades, e o novo Rei tinha que defender o seu reino. Os ataques constantes dos seus inimigos tornaram o reino ainda mais pobre. Não havia comida, os soldados desanimavam e a derrota parecia inevitável.      
O Rei pensava e reunia com os seus generais, mas muitos deles já não acreditavam e desertavam. Não havia outra forma! O Rei planeava uma operação solitária. Reuniu os seus mais fieis súbditos e o plano estava pronto. Procurou o apoio de reinos amigos vizinhos e liderando a aliança iniciou a primeira fase da sua guerra. O Rei e os seus seis soldados fieis saiam do seu castelo disfarçados de gente do povo, seguiam em três carroças que transportavam produtos agrícolas para serem vendidos no mercado do reino vizinho. Já no destino e ao cair da noite entravam no castelo inimigo e lutando com bravura aproximavam-se do inimigo que assassinara o seu pai. Alguns dos seus fieis súbditos não resistiam e feridos acabavam por morrer como grandes heróis. Finalmente o cerco final à sola do trono. O Rei e três dos seus soldados que heroicamente sobreviveram nas terríveis lutas com os soldados inimigos tinham agora o inimigo à mercê.
 Misericórdia pedia o rei inimigo, vingança exigia o Rei pensando no seu pai que tinha morrido nos seus braços depois do traiçoeiro plano que levara Leonor disfarçada de emissária pela paz.
Sem piedade a espada do Rei vingou o seu pai. Mas a batalha não ficara por aqui. Aparece na sala Leonor que se diz princesa e que via ela também o seu pai morto. Leonor não resistiu ao ódio e ordenou que todas as suas tropas atacassem o inimigo. O Rei e os seus três fiéis súbditos iniciam a fuga e já fora do castelo seguem em direção ao seu Reino. Atrás de si os soldados inimigos correm e prometem a morte aos vizinhos.
Finalmente chegam ao seu reino, e o Rei fica surpreendido com o que vê. O seu pedido de ajuda aos reinos amigos tinha resultado, um grande número de soldados estava agora na fronteira entre os dois reinos, pronto para defender sua Alteza Real, o Rei Rafael.
Quando os soldados inimigos chegam ao campo de batalha de imediato se rendem e a Rainha derrotada Leonor é feita prisioneira.
E, se a vontade do Rei era maltratar a Rainha inimiga, rápido mudou de ideias rendido à sua beleza, os dois acordaram a paz e os seus reinos viveram durante décadas unidos e os seus povos viviam finalmente com boas condições de vida.   
Autor:AJ Rafael

quinta-feira, 18 de junho de 2015

domingo, 31 de maio de 2015

Lamentações....


Lamentações 


Chove…!
E eu não gosto da chuva…!
Estou na rua… e chove…
A chuva lembra-me as lágrimas …
As lágrimas de tristeza…
Cada gota é uma lágrima…
Lágrima que cai de UM rosto…
Lágrima que cai do MEU rosto…
Chove… chove muito…!
E eu choro… choro muito…!
Por vezes sem razão…
Outras pela tristeza…
Pela tristeza do meu existir…
E continua a chover…!
E continuo a chorar…!
Cada gota que cai sobre o meu rosto… É uma lágrima…!
Lágrima da criança que chora…
Da criança que tem fome…
Da criança que sofre…
Cada gota que cai sobre meu corpo… É uma lágrima…!
Lágrima do mendigo que tem fome…
Do desprotegido que tem frio…
E não para de chover…!
E não paro de chorar…!
Choro porque não sei…
Choro por causa do mundo…
Choro por causa do ódio dos Homens…
Choro por causa de tudo aquilo que não tem causa…
Simplesmente choro…!
Choro porque me alivia…
E não sou só eu a chorar…
Chove porque as nuvens choram…!
Chove porque elas não aguentam… Tal como eu!
Simplesmente choramos…
Choramos pela mesma razão…
Pela razão do existir…!





sábado, 23 de maio de 2015

Sonhei contigo!

Sonhei contigo!

Nesse sonho disseste:
“Que era muito complicado!”

Sonhei contigo!

Nesse sonho senti…
O calor dos teus lábios…
O sabor da tua boca…
O odor do teu corpo…
A força das tuas mãos…
De uma forma subtil…
Com medo…
Com medo de quebrar !!!
Talvez...
Com medo de acordar !!!
E mesmo antes de despertar…
Deixaste-me…
Mostraste medo…
E foste embora…
Despediste-te com beijo nos meus lábios…
Com um carinho no rosto... 
Pegando na minha mão…
Olhando-me nos meus olhos…
E dizendo com uma voz meiga:
“É muito complicado!”

Sonhei contigo!
Sim...

E mesmo no sonho é muito complicado!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Hà dias assim...

Há dias assim!!!
Em que a simplicidade de uma frase,
Pode ter consequências nas nossas vidas!! !
Pode ter reações para lá de dérmicas !!!
Pode até atingir a nossa alma!!!

Há dias assim!!!
Em que a vida não tem sentido,
Quando nada se sente!!!!
Quando nada se identifica!!!
Quando nada se encontra!!!!

Há dias assim!!!
Em que a saudade começa a desaparecer….
Se deixa de sentir…
Se deixa de pensar…
Se deixa de agir…
Se deixa de ter consciência!!!!

Há dias assim!!!
Em que se dá a hipertrofia do ego…
Quando me deixo de conhecer…
Quando deixo de saber do que devo gostar…

Há dias assim!!!
Em que o amor deixa de ter dor…
Em que a paixão deixa de existir…
Em que o delírio e insanidade estão presentes…

Há dias assim!!!
Em que se morre!!!
Em que a carne fica inerte…
Em que o pensamento deixa de existir…

domingo, 3 de maio de 2015

O Pró...

Escrevo em prosa,
Pois a prosa é a forma

De escrever mais ou menos natural...
Sem obediência a medidas ou a rimas...
Escrevo em prosa,
Porque gosto de prosear.
Sou prosadora,
Quando escrevo em prosa.
Não sou prosaica,
Pois isso é a natureza da prosa.
Quando muito sou prosaísta,
Mas só o sou,
Quando proso uma prosa.
Quando sou prosaísta,
Proscrevo da minha vida todos os fantasmas, 
E no entanto eu sinto-me proscrita
Proscrita da minha vida...
Proscrita de tudo...
E a proscritora não é a prosadora...
É a prosa a minha proscritora.
Não sou provida de dons superiores...
Não sou proseirona, pois nada valorizo... 
Sou uma simples prosadora,
Em que a prosa proscreve
A prosa da prosadora...                                                                       

                                                   Cristina Andrêzz 
(08-02-96)